de todas as coisas que eu tive, as que mais me valeram, as que eu mais sinto falta, são as coisas que não se pode tocar, são as coisas que não estão ao alcance de nossas mãos, são as coisas que não fazem parte do mundo da matéria.
I put them all in black, the four walls of my bedroom
And I trimmed them in red, peeled your picture off the wall
And I'm living in lack of the blood sent from your heartbeat
That arrived in your neck every time I salivated over you.
é, mais um amanhecer chuvoso, cinza azulado.
que é uma ótima coisa pra dar um tom diferente
a essa cidade tão... amarela.
não sei pra vocês, pelo menos pra mim, Fortaleza sempre
teve um tom amarelado, não sei se relaciono isso
com o tom da consciência do povo daqui ou com
a falta de coragem e hipocrisia do povo daqui.
pode parecer meio sem sentido no começo
mas eu, não, eu não me rendo, o povo daqui é amarelo.
tudo é amarelo, não é um amarelo vivo e animado,
é uma amarelo de anemia, não conheço ninguém que
tenha o amarelo como cor favorita, particularmente.
pode ser meio ingênuo e ousado da minha parte dizer,
mas eu sou vermelho, vermelho como o céu do entardecer
mas é.. vermelho. vermelho com umas pitadas de azul,
algo calmo e selvagem ao mesmo tempo, sem esquecer do amarelo
porque ninguém é perfeito.

eu não gosto de pessoas mas não nego o interesso que sinto na maioria
os roxos são os que mais me interessam, não sei se conseguem botar meu pensamento em prática.
o roxo é uma cor duvidosa, a combinação do roxo com preto dá um resultado fantástico
já o roxo em si me embrulha o estômago e dá vontade de cagar pela boca.
apliquem desse jeito: espartanos sem lança, dragões sem asas.
essas pessoas que tem um tom roxo precisam de algo, uma ignição, um fogo, uma lança, um pincel, cordas, fios.
é.

mais um dia preso no espelho e essa aquarela não tá ajudando.
quem não entendeu não tem problema, eu tô escrevendo pra mim, não pros outros.